Vou escrever algo que vivi em uma viagem de volta pra casa. Pode ser uma história meio longa, não comece a ler se não tiver certeza de que vai até o fim. É um texto bem particular, algo que senti mesmo quando me deparei com o que vi.
Percebi algo estranho quando o caminhão na minha frente começou a usar o pisca alerta. Alguns metros a frente já dava pra perceber a luz de viaturas da policia e alguns policiais andando de um lado pro outro da pista em meio a cones cor de l
aranja.Havia acontecido um acidente. Depois de andar mais um pouco com o carro, já consegui ver o carro prata em cima do guincho, com a lateral esquerda totalmente destruída. Não havia mais o motor. Do outro lado da pista, um caminhão estava na horizontal, com o lado do motorista sem a porta e com um vermelho vivo que manchava os tecidos do banco e todo a área visível: era sangue.
Um pouco mais a frente um policial estava em pé, em frente a um corpo no chão. O corpo embalado , não deixava sinalizar se era um homem, uma mulher, um jovem, um velho. Enfim, naquele momento, era só um corpo. Essa foi toda a cena que pude ver. Mas existe algo nas imagens que todos nós vivemos, mas poucos percebem: elas podem até chocar quando vemos, mas todas elas remontam em nossa mente e nos fazem refletir, mais cedo ou mais tarde.
-Quem era o corpo? Qual foi a última lembrança que deixou? Era uma mulher que acabou de discutir com o esposo, desligou o celular e sofreu o acidente? Era um rapaz que acabou de terminar coma namorada, e estava correndo de volta pra casa? Era alguém feliz? Era uma vida cheia de promessas?Era um avô indo visitar seu neto? Um ladrão de carros? Era um amigo ansioso pra visitar algum outro?
-O interessante, não é a morte. Não é o drama, não. O interessante é a fragilidade da vida, a capacidade de "não existir" que nós carregamos em nossos corpos. O interessante é o que você fez hoje, e o que deixaria de recordação caso morresse nesse instante. Deixaria saudade? Ódio? Raiva? Alivio?Deixaria algum ser humano pensando em você?
-Parem de se importar com as pequenas coisas. Com o lixo da vida. Parem de sofrer por pequenas virgulas. Parem de se remoer por algumas palavras que machucaram, por algumas frases fracas. Vivam enquanto podem. Você só é você, enquanto vivo. No momento seguinte, será só isso : um corpo.
Um pouco mais a frente um policial estava em pé, em frente a um corpo no chão. O corpo embalado , não deixava sinalizar se era um homem, uma mulher, um jovem, um velho. Enfim, naquele momento, era só um corpo. Essa foi toda a cena que pude ver. Mas existe algo nas imagens que todos nós vivemos, mas poucos percebem: elas podem até chocar quando vemos, mas todas elas remontam em nossa mente e nos fazem refletir, mais cedo ou mais tarde.
-Quem era o corpo? Qual foi a última lembrança que deixou? Era uma mulher que acabou de discutir com o esposo, desligou o celular e sofreu o acidente? Era um rapaz que acabou de terminar coma namorada, e estava correndo de volta pra casa? Era alguém feliz? Era uma vida cheia de promessas?Era um avô indo visitar seu neto? Um ladrão de carros? Era um amigo ansioso pra visitar algum outro?
-O interessante, não é a morte. Não é o drama, não. O interessante é a fragilidade da vida, a capacidade de "não existir" que nós carregamos em nossos corpos. O interessante é o que você fez hoje, e o que deixaria de recordação caso morresse nesse instante. Deixaria saudade? Ódio? Raiva? Alivio?Deixaria algum ser humano pensando em você?
-Parem de se importar com as pequenas coisas. Com o lixo da vida. Parem de sofrer por pequenas virgulas. Parem de se remoer por algumas palavras que machucaram, por algumas frases fracas. Vivam enquanto podem. Você só é você, enquanto vivo. No momento seguinte, será só isso : um corpo.





