domingo, 8 de maio de 2011

(des)amarrar

Ainda criança, o bebê-elefante é amarrado, com uma corda muito grossa, a uma estaca firmemente cravada no chão.Ele tenta soltar-se várias vezes, mas não tem forças suficientes para tal.
Depois de um ano, a estaca e a corda ainda são suficientes para manter o pequeno elefante preso; ele continua tentando se soltar, sem conseguir. Então o animal passa a entender que a corda sempre será mais forte que ele, e desiste de suas iniciativas.
Quando chega a idade adulta, o elefante ainda se lembra que, por muito tempo, gastou sua energia a toa tentando sair do seu cativeiro.A essa altura, o treinador pode amarrá-lo com um pequeno fio, num cabo de vassoura, que ele não tentará mais buscar a liberdade.





Hoje você tem algumas cordas aí na sua perna.


Isso não foi uma pergunta.

 Você tem.


No decorrer dessa sua história você ficou amarrado tantas vezes a coisas mais fortes que você, que hoje, nem percebe o quanto cresceu e o quanto ficou forte. Pena que nós agimos como elefantes.
Depois de um tempo sem conseguir....desitimos.Abrimos mão. Deixamos de lado.E perdemos.

O mundo é feito de idéias novas, revoluções,atitudes. E todos nós as temos.
Só que quando enfrentamos alguma dificuldade, por vezes até lutamos, mas na maioria das vezes desistimos assim que encontramos resistência.

Aquele amor tão sonhado.
Aquele sonho de construir algo.
Aquela grande idéia no trabalho.

Os empecilhos de ontem, hoje são só cabos de vassoura.Tente de novo. Force as cordas.

Você tem a força de um elefante pra lutar contra aquilo com o qual não podia no passado.

Se renove.Refaça.
Tente de outra forma.Use tudo que guardou em todo esse tempo e force.

Dentro de você há algo tão grande,que nem sequer dezenas de cabos de vassoura poderão prender mais.



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